Após quase 3 meses, bombeiros estimam combate em 95% de incêndio em aterro de Rio Branco

Após quase três meses, o incêndio no aterro de resíduos sólidos na Estrada Transacreana, em Rio Branco, foi extinto em cerca de 95% da área. Segundo o Corpo de Bombeiros do Acre, o que há no local ainda é queima de gases produzidos. Os trabalhos de combate foram suspensos há duas semanas.

O incêndio começou no dia 25 de julho. O Departamento de Resíduos Sólidos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Rio Branco (Semsur) informou que, somente este ano, uma média de 27 mil toneladas de resíduos foram recolhidas pela equipe de limpeza e despejadas no local.

No aterro podem ser despejados resíduos de construção civil, restos de podas de árvores e os resíduos de limpezas feitas nos bairros.

“Continua com alguns sinais de fumaça por conta da queima de gases que são produzidos. Já suspendemos os trabalhos lá, mas com monitoramento. Só vai sanar definitivamente a partir do início da chuva mesmo, porque precisa de uma quantidade de encharcamento para poder acabar definitivamente”, explicou o major dos Bombeiros Cláudio Falcão.

O major ressaltou que o monitoramento é feito diariamente. Segundo ele, qualquer situação aparentemente grave as equipes reiniciam os trabalhos de combate novamente no local.

“A decomposição de materiais provoca isso e qualquer temperatura maior causa, no mínimo, vapores. Desde o início de setembro temos feito monitoramentos, mas com a suspensão parcial dos trabalhos. Há esse monitoramento até o final para ver no que vai dar”, afirmou.

Falcão contou também que os bombeiros pediram para os moradores ligarem para o 193 caso apareça algum ponto de incêndio que os bombeiros não tenham percebido. O major disse que não é possível precisar os danos causados tanto aos moradores, que inalaram bastante fumaça nesse tempo, quando ao meio ambiente.

“Foi muita fumaça colocada na atmosfera, as pessoas que moram nas redondezas respiraram a fumaça, mas precisar a quantidade de danos é complico até pela falta de recursos que não temos para fazer a uma medição aprimorada”, concluiu.