Após tumulto na tranca Brasil-Bolívia, liberação de carretas é suspenso

O que parecia o início da solução dos problemas causados pelo bloqueio das pontes entre e o Brasil e a Bolívia, nas cidades de Epitaciolândia e Brasiléia, se tornou mais um impasse a ser resolvido. Caminhoneiros não contemplados pela liberação para a passagem pela ponte Internacional programada para a tarde desta segunda-feira, 11, pelo movimento de manifestantes se revoltaram com a medida parcial e promoveram um novo bloqueio.

Os líderes do movimento cívico que mantêm as pontes fechadas acordaram liberar a passagem de 24 caminhões que estão do lado boliviano aguardando retornar para o Brasil e de 23 que estão do lado brasileiro aguardando descarregar em Cobija. Esses últimos estão transportando combustível. Há informações de que já há desabastecimento de gasolina e diesel na capital pandina.

Como a quantidade de caminhões parados é muito maior – apenas do lado boliviano são mais de 40 caminhoneiros que entraram para a entrega de alimentos e outros produtos e que ficaram retidos pelo bloqueio desde a última terça-feira – os profissionais que não estão entre os que poderiam atravessar resolveram radicalizar e não permitir a passagem de ninguém.

“Ou passam todos, ou não passa ninguém”, foi a palavra de ordem estabelecida em uma reunião realizada no meio da ponte que liga Cobija a Epitaciolândia. Diante do impasse gerado pelos caminhoneiros, os manifestantes resolveram adiar para amanhã a liberação da passagem para as carretas e caminhões.

Um dos líderes do movimento oposicionista em Cobija afirmou que há a possibilidade de as pontes serem liberadas definitivamente nesta terça-feira, 12, desde que ocorra a formalização da renúncia de Evo Morales. A Assembleia Legislativa Plurinacional (ALP) da Bolívia vai ter sessão amanhã para fazer a aceitação da Carta de Demissão do presidente, que chegou à casa legislativa na manhã desta segunda-feira.