Basa vai à Justiça e cobra R$ 17,9 milhões da Peixes da Amazônia

O Banco da Amazônia não perdeu tempo e correu à Justiça para cobrar a quantia de R$ 17 milhões que a empresa Peixes da Amazônia deve à instituição financeira. O empreendimento fruto de parceria público-privada, criada no governo do petista Sebastião Viana, está à beira da falência.

Na última segunda-feira, da 25, a Peixe das Amazônia conquista no Tribunal de Justiça do Acre a recuperação judicial. O processo deve durar cerca de um ano, mas para isso ainda é precisa apresentar um plano de recuperação da situação financeira da empresa.

O governador em exercício, Nicolau Júnior, chegou a conversar, nesta quarta-feira, dia 27, com um grupo de investidores da Peixes da Amazônia. Eles pediram socorro ao Palácio Rio Branco, e propuseram um aporte por parte do governo no valor de R$ 200 mil mensais, e outros R$ 100 mil dos empresários.

Segundo petição encaminhada pelo Banco da Amazônia à Justiça, a empresa adquiriu financiamentos por meio da linha FNO, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte. O problema é que desde 2014 a empresa vinha repactuando a dívida, já que não conseguia pagar em dias o débito que mantinha com o banco.

Em janeiro desse ano, após várias negociações feitas com o Banco da Amazônia, mas descumpridas, os títulos de créditos da empresa venceram, e a dívida precisou ser quitada, o que, no entendimento do banco, não tem mais condições de negociação. Se fossem ser pagar com todos os ajustes, o valor poderia chegar a R$ 30 milhões.

Com os dois débitos em atraso, o Basa está pedindo o pagamento dos valores líquidos das cédulas de crédito, pouco mais de R$ 17,9 milhões. Na petição, os advogados Humberto Pinto e Bruno de Souza alegam que a instituição já tentou resolver a situação de forma amigável, mas que não conseguiu.

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