Com o novo Mais Médicos, profissional troca o Acre pelo litoral de Santa Catarina

O programa Mais Médicos, criado pelo governo Dilma Rousseff (PT) tendo como um dos objetivos levar assistência médica às regiões mais carentes do país, parece ganhar uma nova configuração com a decisão do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de não mais manter os profissionais cubanos.

Com o edital lançado pelo Ministério da Saúde para repor essa lacuna, um caso em especial envolvendo o Acre chama a atenção. Um médico – que não teve o nome divulgado – com atuação no estado aproveitou a brecha criada com as novas regras do programa para trabalhar no município de Navegantes, litoral de Santa Catarina.

O caso foi noticiado por um portal de notícias da cidade catarinense, chamado NSCTotal. A ida do médico que estava no Acre ocorreu justamente para preencher a saída dos cubanos. Além dele, um outro formado no interior de Minas Gerais também fez a substituição; ambos possuem família em Santa Catarina.

Os cubanos contratados pelo Mais Médicos tinham como missão atuar em regiões longínquas do país, onde a grande maioria dos profissionais brasileiros se reusava a atuar pela localização, a falta de infraestrutura e da baixa qualidade de vida.

No edital em aberto pelo Ministério da Saúde, que recebe inscrições até sexta-feira (7), os municípios do Acre são classificados como de extrema pobreza. São essas as regiões que ainda não tiveram a totalidade de suas vagas preenchidas – sendo a ampla maioria na região Norte.

De acordo com dados do ministério, até a manhã desta segunda (3), 34% das vagas no Amazonas não tinham sido preenchidas. Em seguida vêm Pará (6,4%), Amapá (3,9%) e Roraima (2,7%).

Segundo o ministério, todas as 104 vagas para o Acre foram preenchidas – o que não significa que estes médicos já estejam atuando. Além de atendimento nos municípios, uma parte deles será destacada para a atenção médica nos distritos sanitários indígenas.

Questionado quando os novos médicos passarão a atender os acreanos em seus municípios mais carentes, o Ministério da Saúde informou que essa informação só será possível após a conclusão de todo o processo de contratação.