Comitês Civicos da Bolívia denunciam fraude eleitoral e convocam greve por tempo indeterminado em todo o País

Corte Eleitoral de Pando foi invadida e queimada na noite desta segunda-feira, dia 21.

Na cidade de Cobija, não foi informado se iriam aderir ao protesto

Os órgãos de imprensa da Bolívia, estão todo momento estão divulgando imagens sobre a noite violenta que ocorreu nesta segunda-feira, dia 21, quando vários protestos contra os resultados eleitorais que podem dar vitória ao atual presidente, Evo Moraes, que está tentando sua quarta reeleição.

Os presidentes dos Comitês Cívicos espalhados pelo País, estão convocando a população para uma medida de força que poderá começar à zero horas desta quarta-feira, dia 23. “Decidimos parar indefinidamente até que a democracia seja respeitada”, disse o presidente à imprensa de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho.

Protestos realizados pela Bolívia – (REUTERS/Ueslei Marcelino)

De acordo com o que foi informado pela imprensa, a convocação teria chegado aos comitês das cidades de Potosí, La Paz e Tarija. Segundo os dados do órgão eleitoral boliviano, divulga que 98% dos votos oficiais, davam ao partido de Evo Moraes (MAS), 46,4 dos votos, sendo que o opositor Carlos Mesa, do partido Comunidade Cidadã (CC), ficou com 37,07%, com apenas 9 pontos de diferença.

Em outro resultado, foi computado que havia revisado 62,54% das atas as 22h00 local, onde o MAS teria 42,15%, contra 42,53% do Comunidade Cidadã. Somente caso tivesse uma diferença de 10 pontos entre os candidatos, não se teria um segundo turno.

Manifestante contra Evo Morales (Reuters/Uselei Marcelino)

Para os representantes da União Europeia para a Política Exterior, teria comentado que a interrupção inesperada da recontagem de votos no primeiro turno na Bolívia gerou ‘serias preocupações’. Foi comunicado ainda que, o caso deve ser abordado de maneira completa e rápida diante da preocupação que gerando essa situação no País, para garantir a transparência nos procedimentos da recontagem e no resultado das eleições.

“Isso é vital para garantir a credibilidade do processo eleitoral, assegurar a confiançaa dos eleitores e respeitar a vontade do povo boliviano, disse o porta voz da UE sobre a situação na Bolívia.

 

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