Em ato, família de suspeito de participar de morte de adolescentes na saída da Expoacre alega inocência

Familiares e amigos de Clenilton Araújo alegam que o rapaz não tem envolvimento em morte de adolescentes — Foto: Arquivo pessoal

Familiares e amigos de Clenilton Araújo alegam que o rapaz não tem envolvimento em morte de adolescentes — Foto: Arquivo pessoal

A família e amigos de Clenilton Araújo de Souza, de 26 anos, alegam que ele não tem participação na morte dos três adolescentes assassinados após saírem da Expoacre, no mês de agosto. O rapaz e Francimar Conceição foram presos após investigações da Polícia Civil do Acre.

Ao G1, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que não vai se pronunciar sobre o caso.

Amanda Gomes, Vitor Vieira de Lima, de 18 anos, e Isabele Silva Lima, de 13, desapareceram no dia 5 de agosto deste ano. Dias depois foram achados mortos no mesmo bairro em que moravam.

A mulher de Clenilton, Ana Paula Barbosa, afirma que o marido não conhecia as vítimas, nem tinha contato com os familiares dos adolescentes. Ainda segundo Ana Paula, ela e o marido estavam na Expoacre no dia do desaparecimento, mas foram direto para casa antes do fim do show.

“Não tem participação nenhuma. No dia estava comigo e mais oito pessoas. A polícia não tem prova nenhuma que ele tem participação, a gente pediu provas, mas não deram. Simplesmente apresentaram ele, a sociedade precisava de uma resposta e deram uma resposta que queriam, mas sem pensar nas conquências. Queremos uma resposta”, reclamou.

Revoltados, os familiares de Souza fizeram um ato em frente à Divisão de Investigação Criminal (DIC), nesta quarta (23), para cobrar respostas da polícia.

Ato com familiares ocorreu na DIC nesta terça (24) — Foto: Ana Paula/Arquivo pessoal

Ato com familiares ocorreu na DIC nesta terça (24) — Foto: Ana Paula/Arquivo pessoal

“O carro que eles dizem que ele deu suporte para levar os meninos está lá, não fizeram perícia de nada para saber se estiveram no carro. Está lá há dois meses, não fizeram nada. Ele estava comigo todo tempo, foi dormir primeiro que eu porque era tarde”, afirmou.

Sobre a acusação de que os presos tentaram atrapalhar as investigações, Ana Paula disse que o marido não teve contato com os familiares das vítimas. Ela alegou também que o casal ficou sabendo do caso apenas quando o corpo de Vitor Lima apareceu.

“Ficamos sabendo pelo grupo de notícias, mas não sabíamos que eram daqui do Taquari. Ele falou para mim que viu uma das meninas algumas vezes, mas de vista, vagamente. Meu esposo nunca foi em nenhum lugar procurar as meninas com as famílias, foram outros”, argumentou.

Motivação

Após investigações, a polícia prendeu Clenilton Araújo de Souza, de 26 anos, e Francimar Conceição da Silva, de 27 anos, na último dia 6 de outubro, no bairro Taquri. O ciúme teria motivado o crime.

A polícia relatou ainda que Silva teve um relacionamento com uma das adolescentes e que queria algo mais sério, mas a vítima se negou e decidiu aceitar o convite de Vitor para ir à feira agropecuária. Essa teria sido a motivação do crime.

“Esse criminoso ficou toda a noite tentando encontrar a adolescente, ficou ligando e vigiou quando ela voltou da exposição a pé junto com três amigas. Uma das amigas foi recolhida pelo pai e os outros seguiram fazendo companhia e, infelizmente, foram vítimas da fúria desse criminoso”, detalhou o delegado Rêmulo Diniz no último dia 10.

Com informações G1ac