Em quatro anos, mais de 7 mil deficientes auditivos voltaram a ouvir no Acre

Para a fonoaudióloga Indira Viana, quando uma pessoa volta a ouvir não é simplesmente recuperar a capacidade de escutar, de apreciar uma música ou até compreender o que os outros estão falando, mas sim a realização de um sonho, que foi o caso de Maria da Glória.

Os pacientes voltaram a ouvir graças a adaptação de aparelho de amplificação por meio do programa, desenvolvido pela Saúde do Acre no Hospital das Clínicas, em Rio Branco.

“Ela percebeu a importância quando começou a fazer diferença na vida dela e que conseguiu se comunicar melhor, ouvir os clientes, ouvir o barulho da máquina, ir para igreja para poder ouvir o que estavam falando. Então, se sentiu muito satisfeita porque percebeu a diferença que fez na vida dela”, disse.

Contente, Maria explica o que significa para ela voltar a ouvir bem. “Significa tudo. É maravilhoso”.

A dona de casa Maria das Dores veio para uma consulta porque reclama de zumbidos no ouvido. É feito uma avaliação para identificar se há ou não alguma irregularidade de fato na audição, mas, vai além, porque há casos que precisam de aparelho que custam de R$ 7 mil a R$ 8 mil, mas pela Saúde saem de graça.

“Pode mudar a vida de muita gente porque vem com a intenção de substituir, na medida do possível, o que a tecnologia permite. As faixas de frequência que o ouvido humano percebe a intenção e recebe a intensidade. Aquilo que o paciente perdeu ele vem com intuito de suprir”, disse a profissional.

No caso da dona de casa, não vai ser necessário a utilização do aparelho auditivo. Ela diz que escuta bem, mas veio para uma prevenção. “É muito bom o atendimento, até para se precaver”, avaliou.

Maria da Glória perdeu a audição dos dois ouvidos — Foto: ReproduçãoMaria da Glória perdeu a audição dos dois ouvidos — Foto: Reprodução

Maria da Glória perdeu a audição dos dois ouvidos — Foto: Reprodução

Teste da orelhinha

A fonoaudióloga Indira explicou a importância do teste da orelhinha. Segundo ela, problemas auditivos não são uma questão exclusiva dos adultos ou idosos, as crianças também precisam de atenção e cuidados.

“Assim que nasce é feita a triagem auditiva neonatal universal, que é dentro dos primeiros 30 dias do nascimento. É para justamente detectar precocemente a deficiência auditiva”, explicou.

Foi com essa preocupação que a dona de casa Maridiane Mourão levou a filha Paloma, de apenas 22 dias, para o exame da orelhinha. “Foi rápido, não machuca e, graças a Deus, está tudo normal”, disse.