Empresária acusada de obstrução da justiça tenta a liberdade

A empresária Franscisca Deig Laura, presa na última sexta-feira, dia 28, suspeita de agir para prejudicar as investigações da Operação Midas, que investiga fraudes em contratos da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), já está tentando sair da cadeia. Os advogados já recorrem da prisão na Justiça.

Segundo o Ministério Público, a empresária teria se negado a entregar uma máquina retroescavadeira, que custa aproximadamente R$ 100 mil, a um oficial de Justiça que a procurou para fazer a penhora dos bens, visto que havia ordem judicial para isso, com o fim de garantir o ressarcimento ao erário daquilo que poderia ter sido desviado.

A alegação, segundo os advogados de Deig Laura é falsa. Diferente do que alega o servidor do Poder Judiciário, a empresária nunca se negou a entregar qualquer bem, e foi ela mesma quem colocou o equipamento à disposição, estando ela sempre orientada e acompanhada pelos advogados. Ela também nunca teria se negado a receber intimações.

Os advogados também alegam que o oficial de justiça fez a alegação de negativa por uma espécie de “vingança” e “retaliação”, uma vez que a empresária e o serventuário já haviam discutido, chegando o caso à delegacia de polícia, no mês de julho deste ano. Eles alegam que a mulher foi presa sem o contraditório e ampla defesa respeitados.

O pedido de liberdade está com o Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, e deve ser analisado nos próximos dias, já que o documento impetrado pelos advogados corre em caráter de urgência. A empresária está presa na delegacia da 4ª Regional, na Baixada do Sol.

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