PSL anuncia que a candidatura do coronel Ulysses à Prefeitura está mantida

Militar está em Brasília assessorando o ministro Sérgio Moro e sua transferência é uma estratégia para tirá-lo do fogo cruzado
TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Mesmo morando em Brasília desde o início do mês, onde vai assessorar o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, num cargo estratégico da área de segurança nacional, o coronel da Polícia Militar do Acre Ulysses Araújo será candidato a prefeito de Rio Branco, no ano que vem. A informação foi dada pelo jornalista Pedro Valério, presidente regional do PSL, o Partido do presidente Jair Bolsonaro e pelo qual Ulysses Araújo foi candidato a governador em 2018 – ficando em terceiro lugar numa disputa de quatro candidatos.

Pedro Valério disse que a ida de Araújo para Brasília faz parte de uma estratégia do próprio Partido. Segundo ele, em permanecendo no Acre, o coronel continuava muito visado pelos adversários. “Se ele assumia um comando, por ser militar de carreira, diziam que ele estava recebendo vantagens do governo. Quando saía do Estado para fazer uma palestra, recebendo diárias, o que é um direito de qualquer servidor público – mesmo assim ele era criticado. Por isso, decidimos tirá-lo desse fogo cruzado”, disse o dirigente.

Em Brasília, de acordo com Valério, o coronel Ulysses, além de ficar literalmente mais perto do presidente Jair Bolsonaro, de quem é amigo e aliado, vai poder também se aproximar ainda mais das políticas de combate à corrupção e de lavagem de dinheiro executadas pelo ministro Sérgio Moro, além de ter acesso aos programas de segurança pública do Ministério, principalmente para área de fronteiras, uma das grandes preocupações do militar acreano. “Nós temos consciência de que a presença dele lá em Brasília ajudará o Estado, inclusive na liberação das verbas necessárias às políticas de segurança do Governo do Estado”, disse Pedro Valério.

Por isso, apesar da distância em relação à Capital, a candidatura à Prefeitura do coronel está mantida porque ele tem demonstrado, em pesquisas de opinião pública, que tem grande potencial eleitoral, disse o dirigente. “Numa recente pesquisa, o nome do coronel ficou em terceiro lugar, inclusive até à frente da atual prefeita, que deve disputar à reeleição. É nisso que apostamos e por isso mantemos a candidatura dele”, disse.

O PSL do Acre, diferente do que vem acontecendo em nível nacional que vem vivendo muitas brigas internas e inclusive sofrendo baixas (o último a sair foi o deputado paulista Alexandre Frota, que está no PSDB), vai muito bem, sem brigas, ressaltou Valério. Segundo ele, depois do afastamento do suplente de deputado Tião Bocalom e de seu grupo da direção do Partido, tudo ficou mais calmo. “Com o afastamento do Bocalom e do grupo dele, enfim, podemos dizer que estamos em paz e em melhores condições de trabalharmos e pensarmos o futuro enquanto Partido”, afirmou.