Acre é o um dos primeiros no ´ranking´ para ter acesso à arma, informa jornal

Pelo critério citado pelo presidente Jair Bolsonaro para a facilitação da posse de armas no país, o Acre é um dos primeiros para começar a armar a população,  São Paulo está perto de ficar fora da futura regra, já que é o único estado da Federação cujo índice de mortes violentas fica próximo de dez por cada 100 mil habitantes. Já o Acre apresenta, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra 63,9 mortes por grupo de 1.000 habitantes, número que perde apenas para o Rio Grande do Norte no ranking geral.

Seguindo essa lógica, e segundo as contas do jornal Diário do Porto, o Rio de Janeiro está entre os estados nos quais a venda de armas, segundo este critério, mais deverá ser facilitada. Na entrevista desta quinta-feira, 3, ao SBT, o presidente disse que um critério para comprovar a efetiva necessidade de o cidadão ter uma arma são as estatísticas de mortes por arma de fogo.

“Em estado, por exemplo, em que o número de óbitos por arma de fogo, por 100 mil habitantes, seja igual ou superior a dez, essa comprovação de efetiva necessidade é fato superado. Vai poder comprar sua arma de fogo.” Ano após ano, o Rio de Janeiro figura entre os estados com índices bem superiores a este.

Em situação ainda pior que o Rio de Janeiro estavam Rio Grande do Norte (68 por 100 mil habitantes), Acre, Ceará (59,1), Pernambuco (57,3), Alagoas (56,9), Sergipe (55,7), Amapá (53,9), Pará (53,4), Bahia (45,1) e Roraima (44).

Na verdade, lembra o jornal carioca, todas as unidades federativas aparecem com índices superiores a dez mortes violentas a cada 100 mil habitantes. São Paulo é o ‘menos pior’, com 10,7 casos. O segundo é Santa Catarina, com 16,5 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida vêm o Distrito Federal (18,2), Minas Gerais (19,6), Piauí (20,2), Mato Grosso do Sul (20,8), Paraná (22,6), Tocantins (26,6), Rio Grande do Sul (26,7) e Rondônia (28,1). Recente pesquisa do DataFolha mostra que 61% da população brasileira não vê como absoluta a necessidade de armar-se.

Com informações do Diário do Porto.
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