Campanha arrecada mais de 40 toneladas de alimentos para indígenas afetados por enchentes e pandemia no Acre


Campanha distribui cestas básicas para comunidades indígenas do Acre — Foto: Arquivo/Fephac

Campanha distribui cestas básicas para comunidades indígenas do Acre — Foto: Arquivo/Fephac

Quarenta toneladas de alimentos arrecadadas e distribuídas. Essa foi a quantidade de doações feitas para uma campanha da Federação do Povo Huni Kuin do Acre (Fephac), que teve início em 2020 para atender, inicialmente, comunidades indígenas que ficam próximas da área urbana e corriam o risco de contágio pelo novo coronavírus.

Em fevereiro deste ano, a ação passou a dar assistência aos indígenas afetads pela enchente histórica dos rios. Em Santa Rosa do Purus, cidade isolada do Acre, por exemplo, cerca de 300 de três aldeias foram atingidos pela cheia do Purus.

A campanha se estende até o início do segundo semestre de 2022 e pretende arrecadar mais 40 toneladas, totalizando 80 toneladas ao todo.

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Doação também utiliza alimentos produzidos por comunidades indígenas  — Foto: Arquivo/Fephac

Doação também utiliza alimentos produzidos por comunidades indígenas — Foto: Arquivo/Fephac

“Comunidades que estão muito próximas das cidades nos pediram apoio com alimentos. Começamos a articular com parceiros e conseguimos arrecadar mais de 40 toneladas de alimentos desde 2020 para as comunidades que foram afetadas pelas últimas enchentes”, destacou o presidente da Fephac, Ninawá Huni Kui.

A campanha tem parceria com a Fundação do Banco do Brasil. Ninawá disse que já foram atendidas pouco mais de 3 mil famílias de vários povos indígenas desde o início da campanha. Ele destacou que, inicialmente, a ação iria beneficiar apenas o povo Huni Kuin, mas diante da necessidade de outras etnias a campanha se estendeu.

“Nosso diferencial de distribuição de cestas básicas é que também estamos adquirindo produtos agrícolas orgânicos das próprias comunidades para investir não só nos mercados como também na própria produção local e de outras comunidades. Atendemos não indígenas também durante esse período”, concluiu.

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