Coletiva dos partidos da Minoria sobre o Enem tem participação de Léo de Brito

“Nós não podemos nos curvar diante disso [possível interferência de Bolsonaro no INEP]. Por isso que estamos tomando todas as medidas cabíveis para que o INEP seja preservado, sobretudo, a juventude brasileira, que precisa que o Enem seja realizado com muita lisura”, disse Leo de Brito (PT-AC) durante entrevista coletiva, no salão verde da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 16.

A coletiva reuniu os líderes da oposição ao governo Bolsonaro para anunciar ações de proteção ao Enem, entre elas, o afastamento do presidente do INEP, Danilo Dupas, acusado de assédio moral e apresentaram um requerimento de auditoria sobre os recursos da prova, protocolado junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“O presidente da República tem que se explicar, porque nós estamos diante de mais um crime de responsabilidade cometido por Bolsonaro ao fazer essa afirmação de que a prova do ‘Enem está com a cara deste governo’. O presidente tem que nos responder se interferiu ou mandou alguém interferir na prova do Enem, que é uma prova republicana desde seu nascedouro. É uma vergonha sem tamanho isso que está acontecendo”, afirmou o parlamentar durante discurso no plenário da Câmara.

A medida foi tomada pelos parlamentares depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) “começam a ter a cara do governo”.

O Enem deverá ser realizado no próximo fim de semana, em meio à crise que se instaurou no INEP, depois que 37 servidores pediram exoneração alegando que sofreram assédio na instituição. A Comissão de Educação da Câmara decidiu, nesta terça-feira, convocar o ministro da Educação para que ele explique se há interferência política na instituição.

“Essa situação do INEP corresponde a uma série de outras cometidas pelo governo Bolsonaro que é de captura das instituições republicanas. Isso tem que ficar muito claro. Nós estamos falando de uma Instituição altamente conceituada, são 84 anos, que faz as avaliações mais importantes da Educação do nosso país. O governo Bolsonaro quer capturar mais essa instituição, assim como fez com a Polícia Federal e com outras instituições”, concluiu Brito.

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