Economia de base diversificada: o caminho do progresso da sustentabilidade no Acre

A atividade humana gerou um desequilíbrio que, segundo pesquisas científicas, tem elevado a temperatura da Terra. Em decorrência disso, governos e empresas do mundo inteiro passaram a discutir e implementar políticas públicas e privadas relacionadas ao monitoramento, adaptação e mitigação dos impactos naturais.

Em 2015, líderes de 195 países firmaram o compromisso de minimizar as consequências do aquecimento global. O Acordo do Paris foi adotado durante a Conferência das Partes (COP 21), evento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, os governos se comprometeram em reduzir emissões de gases de efeito estufa, ou seja, manter a temperatura média da Terra abaixo de 2°C, acima dos níveis pré-industriais. Além de esforços para que o aumento fique abaixo de 1,5 grau Celsius. Os países desenvolvidos também se dispuseram a conceder benefícios financeiros aos países mais pobres, de modo que possam reduzir e enfrentar as mudanças climáticas.

No Acre, os governos da Frente Popular, ao longo dos últimos 20 anos, consolidaram um modelo de gestão produtiva diversificada de base sustentável, que agrega prosperidade econômica com valorização do capital natural, justiça social, com melhoria da saúde e educação, geração de emprego e renda e conservação dos recursos naturais.

Os resultados dessa política de desenvolvimento pautada, especialmente, na relação harmônica entre o homem e a natureza podem ser facilmente constatados na melhoria de indicadores econômicos locais, como o Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo, que nas últimas duas décadas saltou de aproximadamente $ 1 bilhão para R$ 14 bilhões – esse mecanismo de análise representa a soma dos bens e serviços finais produzidos numa determinada região.

Estado mantém 87% da floresta em pé e aumentou o PIB em 400%, nos últimos 20 anos (Foto: Angela Peres/Arquivo Secom)

Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2017), o Estado do Acre apresentou o quarto maior crescimento acumulado do PIB em 13 anos. Hoje, a economia acreana apresenta uma taxa de crescimento sensivelmente maior que a média de grandes estados brasileiros, segundo recente estudo realizado pelo Banco Itaú. E está entre as nove unidades federativas com maior equilíbrio financeiro, de acordo com o Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

Localizado na Região Norte do país, o estado tem apresentado resiliência e superado uma das maiores crises econômicas e financeiras, com a manutenção de investimentos direcionados ao setor produtivo rural e florestal, incluindo expansão da área industrial, ao mesmo tempo que reduz a taxa anual de desmatamento, como aponta o sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) – diminuição de 34% do desmate em 2017.

Já o acumulado de redução do desmatamento da última década é de 66%. O cálculo é claro: manter a floresta em pé e investir numa produção de base diversificada mostram ser altamente rentável e ainda ampliam a capacidade do governo de atrair investimentos e receber aporte financeiro internacional para fortalecer a economia do estado.

“Esse modelo de gestão integrada do território promove o desenvolvimento em bases sustentáveis, tanto na dimensão socioeconômica quanto ambiental. No Acre, as atividades produtivas de uso da terra se orientam em duas dimensões: a primeira orienta ao fortalecimento da produção florestais, associada a seus serviços ambientais. Integrando a matriz produtiva dos sistemas de produção da agropecuária e silvicultura nos 13% de aéreas abertas. Temos, por exemplo, a pecuária diversificada de base sustentável: bovinocultura, bem como a suinocultura, piscicultura, avicultura, ovinocultura e a própria agricultura”, observa o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais (CDSA), Alberto Tavares.

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