Leo de Brito pede ao MPF que investigue Gladson Cameli por supostos atos de improbidade em distribuição de cargos

O deputado federal Leo de Brito (PT-AC) protocolou no Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC), nesta quarta-feira, 16, representação solicitando que seja investigado possível ato de improbidade administrativa cometido pelo governador do Estado, Gladson Cameli, deputado estadual Fagner Calegário e do Secretário de Estado da Secretaria de Governo (Segov), Alysson Bestene.

A ação foi motivada após Calegário utilizar sua conta na rede social Twitter para expor um possível acordo de “rateio” de cargos no governo e, em seguida cobrou “lealdade” do governador Gladson Cameli. “Governador Gladson Cameli avisa o pessoal da Segov que parceria é via de mão dupla. As vagas de terceirizados que seriam para os deputados da base estão sendo garfadas por aí. Assim eu não consigo ajudar”, diz Calegário na postagem que logo após repercussão, foi excluída.

“Essa declaração do deputado na internet, traz uma possibilidade de relação promíscua entre o governador o secretário de governo e a base do governo. Uma relação de troca de favores. É isso, em tese, pode constituir um ato de improbidade administrativa e, também, possíveis crimes. Por isso, entramos com essa representação”, explica Léo de Brito.

O deputado federal ressalta que a ação é para que o MPF possa fazer uma investigação a respeito, diante da gravidade dos fatos expostos.

“Os trabalhadores terceirizados não podem ser prejudicados diante dessa relação promíscua que parece existir entre a base do governo na Assembleia Legislativa e o governador, que inclusive já é investigado pelo STJ [Superior Tribunal de Justiça] por um escândalo de mais de R$ 800 milhões. Não podemos nos calar diante dessa situação quando esse governo que gere o Acre hoje tem mais de 20 denúncias de casos de corrupção e continua agindo com esse tipo de atitude imoral. Por isso, isso tem que ser investigado”, conclui Leo de Brito.

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