Leo de Brito questiona ministro da Defesa: Forças Armadas respeitarão resultado da eleição?

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, esteve presente na Câmara dos Deputados na tarde de quarta-feira, 8, para participar de audiência pública à convite das Comissões de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e Seguridade Social e Família (CSSF). Na ocasião, o deputado federal Leo de Brito (PT) apresentou alguns questionamentos ao ministro.

Relembrando a invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos, Leo de Brito perguntou ao general Paulo Sérgio se o resultado que for proclamado nas eleições de outubro será respeitado pelas Forças Armadas.
A pergunta provocou protesto por parte dos parlamentares da bancada de apoio ao presidente Bolsonaro. Contudo, o deputado federal acreano prosseguiu com seu questionamento.

“As Forças Armadas vai cumprir seu papel, de garantia da Lei e da ordem, previsto na Constituição Federal, caso queiram invadir o TSE [Tribunal Superior Eleitoral], o STF [Supremo Tribunal Federal] ou esse parlamento, senhor ministro?”, indagou o deputado acreano.

O questionamento do parlamentar acreano causou revolta entre os deputados da base aliada ao governo de Bolsonaro e, por isso, Leo de Brito foi enfático na conclusão de sua indagação. “Para deixar mais claro: as Forças Armadas apoiariam um eventual golpe? O povo brasileiro, a imprensa, as instituições querem saber”.

Em resposta ao parlamentar petista, o general Paulo Sérgio se limitou a citar o artigo 142, da Constituição Federal, que diz que: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Reforço de segurança nas fronteiras do Acre

Leo de Brito aproveitou a presença do ministro Paulo Sérgio na Câmara para fazer um alerta diretamente a ele acerca da problemática da segurança na região de fronteira do Acre com Bolívia e Peru mesmo tendo ações das forças policiais federais.

“Aproveitando a presença de vossa Excelência, também quero solicitar providências sobre esse assunto. Infelizmente, a droga está entrando fortemente pelo Acre e chegando a vários Estados. Faço um apelo em nome do povo do Acre e do Brasil; precisamos de um apoio forte das Forças Armadas porque as fronteiras do Estado do Acre estão desguarnecidas”, acrescentou Brito.

O general Paulo Sérgio frisou que a faixa de fronteira do país é extensa e que isso limita a atuação das Forças Armadas. “A gente não consegue ficar 24 horas, sete dias por semana cuidando dessas fronteiras. Mas, na medida do possível, dentro do que o recurso estabelece e dos meios que a gente tem, as Forças Armadas com a Polícia Federal e várias agências de governo estão presentes na nossa fronteira para combater o tráfico de drogas”, concluiu o ministro da Defesa.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, esteve na Comissão atendendo ao convite para prestar esclarecimentos sobre a aquisição de viagra, próteses penianas e géis lubrificantes por parte das Forças Armadas, com recursos públicos.

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