Moradores do Acre encontraram corpo de homem em decomposição dentro de igarapé na fronteira com a Bolívia

Corpo foi enviado para Rio Branco para exames cadavéricos no IML  — Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal

Corpo foi enviado para Rio Branco para exames cadavéricos no IML — Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal

Moradores de uma invasão de Epitaciolândia, cidade acreana que faz fronteira com a Bolívia, encontraram o corpo de um homem na manhã desta quarta-feira (20) em um igarapé que faz a divisa entre o município acreano e Cobija.

Equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar do Alto Acre (5º BPM) do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil de Epitaciolândia estiveram no local para retirar o cadáver do igarapé e tentar fazer a identificação. Contudo, o corpo estava sem documentos pessoais e foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco para ser identificado.

O delegado Luiz Tonini foi até a região com uma equipe de investigadores. Ao g1, ele explicou que a vítima tem entre 35 a 40 anos e não tinha, aparentemente, nenhum ferimento de arma de fogo ou faca pelo corpo. Foi achada uma bolsa com roupas e material de pesca com o cadáver.

“O corpo estava no meio do igarapé. Estava na fronteira e não sabemos se é um boliviano que está desaparecido, inclusive a família está aqui querendo informações ou se é um rapaz que informaram para a gente que é um usuário de entorpecente e desde segunda-feira [18] não aparece na região onde foi achado o corpo”, contou.

Tonini acrescentou que do lado do território boliviano havia muitas pegadas, inclusive algumas recentes. Ele destacou que não descarta nenhuma linha de investigação.

“Pode ter sido uma morte por afogamento, execução e foi jogado ali, pode ter acontecido no lado brasileiro ou do lado boliviano. Lá tem muita pegada, pegada recente. Algum curioso pode ter visto e não quis noticiar à polícia ou ele foi jogado ali. O corpo está em putrefação, muito podre e deixei para o legista verificar se há alguma marca de arma de fogo”, complementou.

O delegado falou ainda que na região onde o corpo foi achado moram alguns membros de uma facção, mas que ninguém quis falar sobre o caso. “Ninguém viu nada, nem ouviu tiro. Vamos esperar o laudo do IML para saber o que aconteceu”, disse.

A família do boliviano que procurou a polícia informou que ele está desaparecido desde domingo (17) e seria um pescador. “A polícia mostrou algumas fotos do cadáver, mas os parentes não conseguiram identificar”, finalizou o delegado.

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