Dnit libera trecho da BR-364 que passou a noite fechado logo depois de Sena Madureira


G1

 

Após dois meses, o tráfego no trecho de aproximadamente 100 metros no km 280 da BR-364, sentido Sena Madureira/Cruzeiro do Sul, interior do Acre, foi reparado no início da noite desta segunda-feira (19) para retirada do aterro de pedras colocado no local em fevereiro.

A interdição será das 18h desta segunda às 8h de terça-feira (20). A informação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Inicialmente, o Dnit estimava usar cerca de 250 metros cúbicos de pedras para elevar o trecho. Parte dessas pedras foi trazida do estado de Rondônia (RO) para o Acre.

O local passou por intervenções de elevação depois que as águas do igarapé Cajazeiras invadiram a pista durante a enchente dos Rios Iaco e Caeté, na região, em fevereiro deste ano. Após quatro dias de interdição, o tráfego no trecho foi liberado no dia 21 de fevereiro.

Para liberar a passagem, o Dnit trabalhou usando pedras para fazer um caminho mais elevado na rodovia. Além do KM 280, o departamento informou na época que outros trechos da BR eram considerados críticos e estavam com equipes trabalhando.

Águas do Igarapé Cajazeira invadiram a rodovia em fevereiro durante a enchente histórica do Rio Iaco,  em Sena Madureira — Foto: Arquivo/Dnit

Águas do Igarapé Cajazeira invadiram a rodovia em fevereiro durante a enchente histórica do Rio Iaco, em Sena Madureira — Foto: Arquivo/Dnit

Interdição e cheia

O trecho da BR-364 foi interditado no dia 17 de fevereiro. O igarapé transbordou com a enchente dos Rios Iaco e Caeté na região.

No dia 18, o trecho do Km 280 chegou a ser liberado para todos os veículos depois de um trabalho de elevação da pista, mas o Igarapé Cajazeiras voltou a subir e o trânsito foi interrompido novamente na manhã do dia 19. O tráfego foi restabelecido no dia 22.

O Acre teve quase 130 mil pessoas atingidas de alguma forma pela cheia dos rios na capital e no interior do estado em fevereiro deste ano. No total, dez cidades foram afetadas: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Jordão, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, no dia 22 de fevereiro, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.

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