Estudantes reclamam de constantes assaltos em ônibus do Instituto Federal do Acre

Por Thais Farias do ac24horas

Os estudantes que utilizam a linha de transporte coletivo do Instituto Federal do Acre (Ifac) no período noturno, em Rio Branco, reclamam da falta de segurança em um ponto de ônibus do bairro Xavier Maia. Ocorre que sempre antes de o coletivo chegar a um determinado ponto, assaltantes anunciam assalto e roubam dezenas de passageiros. O caso mais recente aconteceu na última terça-feira (23).

Uma estudante de 23 anos, que cursa administração, relata que já presenciou quatro assaltos ao ônibus em menos de três meses. “Os criminosos entram no ônibus, normalmente, no Terminal da Ufac ou no Terminal de Integral do bairro Adalberto Sena. Não tem como o motorista evitar ou pedir para eles saírem, pois não existe policiamento por perto e é muito perigoso”.

Para os criminosos, a situação já está banalizada. Segundo as vítimas, os assaltantes agem normalmente, sem qualquer tipo de intimidação ou receio. Os passageiros, em sua maioria estudantes, estão sofrendo constantes arrastões e são assaltados enquanto ainda estão dentro do transporte coletivo.

Os assaltos acontecem, geralmente, em uma parada antes do Ifac e sempre no horário das 21 ou 22 horas. “Sempre são dois homens armados com revólver. Pedem para o motorista dar parada e depois fogem levando os pertences de todos os passageiros, como celulares, dinheiro, bolsas, e vão embora como se fosse uma situação natural”, lamenta a passageira, que usa o transporte todos os dias.

No último caso, ocorrido esta semana, um dos bandidos agrediu uma passageira que se recusou a entregar sua bolsa. Os alunos se dizem acuados com a situação. “Infelizmente não temos outra opção, temos que pegar o coletivo do Ifac e estamos muito apavorados porque sabemos que é algo que pode acontecer todos os dias e infelizmente ninguém faz nada para isso mudar”.

O ac24horas tentou entrar em contato com a superintendência da RBTrans para colher informações a respeito dos assaltos no coletivo, mas até a publicação desta matéria, não obteve resposta. A reportagem reitera que o espaço está aberto para possíveis posicionamentos do órgão municipal.

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