Viúva de ex-prefeito executado a tiros no AC diz que ‘perdeu o chão’ e pede que justiça seja feita

Mulher de ex-prefeito executado a tiros no AC diz que ‘perdeu o chão’ e pede que justiça seja feita — Foto: Arquivo pessoal

Mulher de ex-prefeito executado a tiros no AC diz que ‘perdeu o chão’ e pede que justiça seja feita — Foto: Arquivo pessoal

A mulher do ex-prefeito Gedeon Sousa Barros, de 52 anos, executado com tiros na cabeça na última quinta-feira (20), Lúcia Barros usou as redes sociais nesse domingo (23) para lamentar a perda do marido e pedir por justiça.

“Meu Deus, neste momento triste que assola a minha vida e da minha família, rogo por Justiça! Meu mundo perdeu o chão, a alegria, o seu significado maior, eu me sinto como se estivesse em um sonho, mas logo a realidade choca-se com a minha face. Me resta crer em Deus e no seu plano maior para conosco e que a #JustiçaporGedeon seja feita”, escreveu Lucia.

 

Em outro trecho, ela diz que não vai passar tempo suficiente para diminuir a falta que Gedeon faz e o amor que sente por ele. Lucia faz ainda a promessa de cuidar do filho do casal, de apenas um ano, e ensiná-lo o legado deixado pelo pai.

“Meu amor, tiraram sua vida, mas não tiraram o seu brilho, a sua honra, o seu legado, a sua esperança em Deus, a sua fé. É disso que lembrarei para o resto de minha vida. Em breve nos encontraremos naquele grande dia, onde não haverá mais dor, sofrimento, somente alegria e regozijo no Senhor, eu creio. Luto Eterno!.”

 

Em publicação nas redes socias, Lúcia Barros lamentou a perda do marido — Foto: Reprodução

Em publicação nas redes socias, Lúcia Barros lamentou a perda do marido — Foto: Reprodução

O corpo de Barros foi transladado para a cidade da Palmas (TO) na tarde de sexta-feira (21). No sábado (22), foi levado para a cidade Fátima, onde foi sepultado no mesmo local onde o pai dele está enterrado.

Investigação

 

A esposa do ex-prefeito prestou depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda na quinta (20), horas após o ex-gestor ser morto.

O delegado Marcos Cabral afirmou que ainda é muito cedo para comentar qualquer coisa a respeito da investigação, que, segundo ele, segue de forma sigilosa. Neste segunda-feira (24), o delegado limitou-se a dizer que não há novidades.

O ex-prefeito foi assassinado na manhã de quinta no bairro Santa Inês, no Segundo Distrito de Rio Branco. Dois homens chegaram em uma moto e executaram o ex-gestor, fugindo em seguida para o bairro Belo Jardim, onde se concentraram as buscas da polícia. Barros estava dentro do carro e foi atingido com disparos na cabeça.

Gedeon foi prefeito de Plácido de Castro entre 2017 e 2020 — Foto: Arquivo pessoal

Gedeon foi prefeito de Plácido de Castro entre 2017 e 2020 — Foto: Arquivo pessoal

Ameaças

 

A polícia informou também que o ex-prefeito estaria sofrendo ameaças. No entanto, segundo o delegado, ainda não tinha sido confirmado nenhum registro de boletim de ocorrência relatando as supostas ameaças.

“As guarnições que chegaram no local, colheram informações de que dois indivíduos em uma motocicleta vermelha se aproximaram do veículo onde a vítima estava e sem anunciar assalto, esses indivíduos efetuaram por volta de dois disparos”, informou o tenente da Polícia Militar Karllos Antoniete.

Ex-gestor era investigado pela PF

 

Barros foi prefeito da cidade de Plácido de Castro entre os anos de 2017 a 2020, quando ele concorreu à reeleição, mas foi derrotado nas urnas no ano passado. O ex-prefeito era empresário e foi gestor da cidade apenas por um mandato.

Durante a gestão, Barros teve o nome divulgado em uma lista de nove prefeitos de nove cidades do Acre, como ficha suja do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), de agosto do ano passado. Os gestores têm condenações transitado em julgado nos últimos oito anos. As condenações incluem diversos processos, entre os quais desvios ou problemas na administração do dinheiro público.

Investigações da Polícia Federal na Operação Contágio, também apurou supostas irregularidades em licitações que teriam ocorrido no primeiro semestre do ano de 2020 no município. Conforme a PF, um dos contratos investigados envolvia mais de R$ 500 mil para a compra de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para profissionais da saúde que atuavam no combate à pandemia causada pela Covid-19, na mandato dele.

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