É preciso desconhecer muito a realidade do Brasil Profundo, para comemorar o fim da parceria com Cuba e a saída de médicos cubanos do programa Mais Médicos.

Municípios do interior do país, com menos de 10 mil habitantes, viram um médico, pela primeira vez, graças ao Mais Médicos.

Aqui no Acre há diversos municípios do interior assim. As Prefeituras abrem concurso, oferecendo salários que beiram o teto constitucional (de R$ 26 a R$ 33,7 mil) – além de benefícios extra, tais como casa alugada e passagens aéreas – e sequer obtém inscritos para as vagas abertas.

Médicos brasileiros, em quantidade ainda pequena, preferem (obviamente) se fixar em grandes centros ou em cidades de médio e grande porte, aonde podem conciliar até dois contratos no serviço público com seus consultórios particulares e, em alguns casos, a docência em faculdades de medicina. Diante dessa possibilidade, poucos são os que se dispõem a arriscar a vida nos rincões do nosso Brasil. Os cubanos do Mais Médicos fazem isso…

Milhões de brasileiros de municípios do interior do Brasil ficarão desassistidos de serviços de atenção básica à saúde em virtude do fim dessa parceria, que se dá por mero capricho e preconceito ideológico do Presidente da República eleito. Lamentável.

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