Não tem mais tranca fechada na fronteira com a Bolívia; prefeitos assinam acordo para trânsito livre

 

Evandro Cordeiro

As pontes Wilson Pinheiro, que liga Brasiléia a Cobija, na Bolívia, e Juscelino Kubitschek, que liga Epitaciolândia a cidade boliviana, não serão mais fechadas tão cedo. Um acordo foi assinado entre os dois prefeitos brasileiros, Fernanda Hassem (PT) e Sérgio Lopes (PSDB), e o de Cobija, Gatty Ribeiro, neste quinta-feira, 15, para que brasileiros e bolivianos tenham trânsito livre. Apenas algumas cláusulas vão precisar ser obedecidas.

 

 

De acordo com as normas estabelecidas no acordo assinado, os municípios de Brasileia e Cobija concordam em permitir o trânsito de residentes nos limites dos municípios de Epitaciolândia, Brasileia e Cobija.

Conforme previsto pelo acordo firmado, o tráfego entre as duas cidades-gêmeas será permitido mediante apresentação de documento de residente fronteiriço ou outro documento que comprova sua residência nos municípios envolvidos.

De acordo com o Prefeito de Cobija, Luis Gatty, o acordo visa manter a boa relação entre os dois países.
“A pandemia não acabou, mas fechando a fronteira não iremos solucionar os problemas. Vamos continuar nos protegendo e aplicando todas as medidas de proteção possiveis”, enfatizou.
Para a Prefeita Fernanda Hassem, a assinatura do Convênio beneficia as duas cidades.

“O vírus persiste, mas o fechamento da fronteira não resolve os problemas.Temos comerciantes e pessoas que dependem tanto de um país como do outro e essa medida visa facilitar o tráfego dessas pessoas. Precisamos continuar nos protegendo e cuidando das pessoas que amamos”, disse a Fenrnada Hassem.

Esse acordo só foi possível depois que os brasileiros fecharam as duas pontes, sob a liderança da vereadora Arlete Amaral (SD). Os vizinhos patrícios só estavam abrindo a ponte só quando eles queriam vir fazer feira nos municípios brasileiros, segundo a parlamentar, que preside a Câmara de Brasiléia. “Nós fechamos geral, até que eles chamaram para esse acordo”, diz a vereadora.