Homem é achado morto dentro da casa de amigo de infância e família presta queixa após laudo apontar asfixia em Cruzeiro do Sul

Polícia deve pedir laudo e investigar se houve sinais de violência na vítima.

Raimundo Araújo, de 56 anos, mais conhecido como cachorrão, foi achado morto dentro da casa de um amigo na noite deste sábado (3), no bairro Cruzeirão, em Cruzeiro do Sul. De acordo com a polícia, o dono da casa onde a vítima foi encontrada disse ter saído para trabalhar e quando retornou, por volta das 18h, encontrou o amigo já morto.

O dono da casa contou que a vítima tinha livre acesso ao local e, por isso, frequentava a casa quando ninguém estava. Nonato era casado com a radialista Cirlene de Paula, de 50 anos.

Ela registrou um boletim de ocorrência porque acredita que o marido tenha sido morto porque o laudo médico aponta que Nonato foi vítima de asfixia mecânica, por sufocação.

“Meu compadre me ligou dizendo que meu marido estava morto na casa de um irmão dele. Eles eram amigos de infância. Disseram apenas que encontraram ele morto, mas no laudo médico consta que morreu por asfixia. Quero que o delegado investigue para saber o que de fato aconteceu. Meu marido era uma pessoa boa, que não fazia mal a ninguém”, relembra.

Cirlene conta que o marido saiu de casa pela manhã e aparentava estar saudável. A primeira informação que ela recebeu é de que Nonato havia morrido por overdose, mas ela não acredita nessa versão.

“Isso é mentira, cheguei na casa desse amigo e meu esposo estava morto, já gelado, com uma toalha enrolada no pescoço. No IML foi constatado que ele morreu entre 12h e 13h por asfixia. O que me chama atenção é que meu compadre só me ligou por volta das 18h. Queremos uma resposta da polícia. Não vamos descansar enquanto não esclarecermos a morte dele”, diz indignada.

O delegado plantonista Vinícius Almeida confirmou que um boletim foi aberto para que a morte do homem seja investigada, porém, isso deve ser feito no decorrer da semana após o delegado designado assumir o caso,

“O delegado que assumir a investigação deverá aguardar o laudo cadavérico para saber se houve sinais de violência para intimar todas as pessoas envolvidas nessa situação para tentar esclarecer o que de fato aconteceu”, explica.

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