Justiça aceita denúncia contra trio acusado de matar pedreiro com facada no peito em festa

Iryá Rodrigues

Pedreiro foi morto com tiro no peito há mais de cinco anos em bairro de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Pedreiro foi morto com tiro no peito há mais de cinco anos em bairro de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Após mais de cinco anos do crime, três homens foram denunciados pela morte do pedreiro Francisco Edislandio Machado de Oliveira, de 36 anos, ocorrida em outubro de 2016, em Rio Branco.

Nessa segunda-feira (7), a juíza Luana Campos, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia contra o trio e deu um prazo de 10 dias eles responderem às acusações. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos acusados.

Entre os réus estão Jorge Wellington da Silva, Edy Carlos Teles do Nascimento e Saymon Wallace do Nascimento, sendo que o último foi preso cerca de cinco meses após o crime.

O pedreiro morreu no dia 10 de outubro de 2016 no bairro Bahia Nova, em Rio Branco, após levar uma facada no peito. Segundo uma irmã da vítima informou na época, a empreendedora Edislene Machado, ele foi chamado para uma festa de aniversário e lá foi atingido com um golpe de faca.

Após levar a facada, Oliveira ainda teria conseguido andar cerca de 100 metros para pedir socorro, de acordo com a irmã. Ela disse ainda que ao chegar na rua de um tio, o irmão conseguiu chamar pelo parente, mas acabou caindo no chão e morreu no local.

A vítima tinha passagem pela polícia por porte de arma ilegal e violência doméstica, segundo informações do 3º Batalhão da Polícia Militar do Acre (PM-AC), que atendeu a ocorrência. Ele já havia sofrido uma tentativa de homicídio em 2012. De acordo com a irmã, o pedreiro era usuário de drogas.

Denúncia

Conforme a denúncia do Ministério Público, por volta das 3h daquele dia, no corredor de acesso a uma residência na Travessa Estrela, os três denunciados deram um golpe de arma branca na parte superior do tórax da vítima, que não resistiu e morreu.

O crime, segundo a denúncia, foi por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, de surpresa.

Ainda de acordo com o MP, Saymon Wallace teria jogado areia sobre os rastros de sangue deixados pela vítima após ser atingida e que revelavam seu trajeto desde a sua casa até o local onde caiu, com intuito induzir a erro o perito.

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