Mulher encontra filho morto a tiros e facadas na frente de casa na zona rural de Rio Branco

Arinaldo Rego de Andrade foi achado morto pela mãe neste domingo (13) na zona rural de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Arinaldo Rego de Andrade foi achado morto pela mãe neste domingo (13) na zona rural de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

O marceneiro Arinaldo Rego de Andrade, de 29 anos, foi morto a tiros e facadas neste domingo (13) no Projeto de Assentamento Moreno Maia, zona rural de Rio Branco. A vítima foi achada já sem vida pela própria mãe em frente de casa.

Ao g1, a irmã de Andrade, Alba Rego contou que por volta das 19h desse sábado (12) a mãe ouviu dois tiros e desde então passou a ligar para o filho, mas ele não atendia. Até que, às 6h deste domingo, ela resolveu sair de casa para procurar por ele e o encontrou caído ao lado de sua motocicleta na frente de casa.

A família não tem ideia da motivação do crime ou quem possa ter matado Andrade.

“Minha mãe escutou dois tiros, mas não imaginava que era isso. Passou a noite toda ligando e ele não atendia. Quando foi de manhã, ela viu a moto dele na frente de casa e ele estava caído no chão. É um pedaço que nos tiraram. A gente ama a pessoa e acontece isso, estou sem chão. Entrego tudo nas mãos de Deus, a justiça de Deus chega na hora certa. Agora, o que tenho que fazer é cuidar da minha mãe, ele morava com ela, está aqui em choque. É uma dor que não cicatriza”, disse Alba.

Corpo ainda está no local

Além do trauma de encontrar o rapaz já morto na frente da casa, a família ainda aguarda que seja feita a remoção do corpo. É que o projeto de assentamento é difícil acesso e as equipes da polícia e do Instituto Médico Legal (IML) ainda não conseguiram chegar.

“O corpo ainda está aqui no chão e estamos aguardando a viatura chegar. Como foi ontem, já está com mal cheiro e, o pior de tudo, é que nem vamos poder fazer um velório digno, porque não tem mais condições”, falou a irmã.

O delegado Ricardo Casas, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que os agentes já se deslocaram para coletar as informações e fazer os devidos procedimentos.

“O problema é esse tempo chuvoso, esse Projeto de Assentamento tem dois acessos, pela Transacreana, que tem locais intrafegáveis, ou pelo Ramal do Benfica, que tem que atravessar o rio de balsa. O IML vai para coletar o corpo e a equipe de pronto emprego para colher informações, mas por enquanto, infelizmente a equipe ainda não conseguiu chegar”, afirmou o delegado.

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