Surto de gripe lotam hospitais na regional do Alto Acre

Raimari Cardoso

O aumento na busca por atendimento nas unidades de saúde dos municípios da regional do Alto Acre vem sendo registrado desde a semana passada. Os sintomas gripais são a principal reclamação das pessoas que estão lotando os hospitais nesse período.

No Hospital Regional de Brasiléia, que também lida com as demandas de Epitaciolândia, dois médicos plantonistas não estavam dando conta da situação neste fim de semana, onde dezenas de pessoas aguardavam por atendimento nos corredores.

O jornal O Alto Acre, de Brasiléia, informou em matéria sobre o assunto que um médico do Exército Brasileiro foi solicitado pela direção do Hospital Regional para ajudar no atendimento de pacientes neste domingo (26).

Em Assis Brasil, a informação é de que a prefeitura instalou uma tenda na parte exterior da Unidade Mista de Saúde da cidade, onde foram disponibilizadas cadeiras para dezenas de pessoas que aguardavam o momento de serem atendidas.

No município de Xapuri, a situação não é diferente e o hospital local, assim como as unidades básicas de saúde, têm recebido desde a semana passada uma grande demanda de pessoas acometidas de sintomas de gripe.

Entre janeiro e dezembro deste ano, o Acre registrou 11.044 casos de síndrome gripal, de acordo com os últimos dados da Vigilância de Influenza e outros Vírus Respiratórios da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

O surto tem causado uma situação atípica de medo na população que não consegue saber se os sintomas são de gripe ou de Covid-19, por conta das semelhanças dos efeitos causados pela onda que acometeu os acreanos em pleno inverno amazônico.

A epidemia já está instalada em pelo menos 17 estados, apesar de em alguns lugares o problema ainda estar sendo tratado como surto, como é o caso do Acre. O país, porém, não sabe o tamanho da onda, pois os sistemas de notificação continuam instáveis.

Os locais com o avanço mais claro da doença ou maior número de infecções pela variante H3N2 são Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rondônia, segundo um levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo.

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