Fiéis voltam às ruas para Via Sacra em Cruzeiro do Sul após 2 anos sem procissão

Após dois anos suspensa por conta da pandemia de Covid-19, a Via Sacra voltou a ser feita em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, nesta Sexta-Feira da Paixão (15). Cerca de cinco mil fiéis católicos acompanharam a tradicional procissão pelas ruas da segunda maior cidade acreana, segundo a organização.

O ritual religioso lembra o trajeto seguido por Jesus Cristo até o calvário e integra a celebração da Semana Santa, que começou no Domingo de Ramos (10) e termina dia 17, domingo de Páscoa.A procissão começou em frente à Catedral Nossa Senhora da Glória, no Centro da cidade, e terminou na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Avenida 25 de agosto, onde ocorreu a encenação da morte de Cristo.LEIA MAIS:Pelo 3º ano, Semana Santa não vai ter procissão da Paixão de Cristo e Alvorecer em Rio Branco; Confira programaçãoAo longo do percurso de cerca de quatro quilômetros, os fiéis fizeram momentos de louvor, oração e reviveram as 15 estações do calvário de Jesus até o sepultamento.Após dois anos, Via Sacra voltou a ser realizada em Cruzeiro do Sul — Foto: Bruno Vinicius/Rede AmazônicaApós dois anos, Via Sacra voltou a ser realizada em Cruzeiro do Sul — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica“Para nós, Cristo e igreja são realidades semelhantes e estreitamente unidas, não há Cristo sem igreja e não há igreja sem Cristo. O dia de hoje, como estabelece a igreja, é um dia de penitência, é um dia de meditação, jejum, abstinência e silêncio. Por isso, a igreja, seguindo os passos de Jesus, também vive a sua peregrinação rumo à cruz e à ressurreição. O ponto máximo da nossa fé é a ressurreição”, explicou o padre Ronaldo Eleutério.O bispo de Cruzeiro do Sul, dom Flávio Giovenale, afirmou que a Via Sacra é a recordação daquilo que o Evangelho fala sobre a caminhada de Jesus Cristo e é um momento de reflexão.“Acompanhamos o sofrimento de Jesus para também nos perguntar: o que eu faço? Sou como Pilatos que lavou as mãos? Como Cirineu, que mesmo forçado pelas situações, ajudou Jesus? Sou como Verônica, que enxugou o rosto de Jesus? Ou sou como aqueles que batiam e xingavam Jesus? Sou como a mãe de Jesus que o acompanhou até o pé da cruz? Então, o desejo dessa caminhada é refletirmos e orarmos para tomarmos decisão de uma vida melhor”, disse.A funcionária pública aposentada Ângela Maria da Silva, de 58 anos, disse que se emociona sempre que participa da procissão. “Para mim é uma coisa histórica e também momento emocionante para todos que acompanham essa procissão. A parte que mais me emociona é quando Jesus é crucificado, é muito forte e doloroso esse momento.”Cerca de cinco mil fiéis católicos acompanharam a tradicional procissão pelas ruas de Cruzeiro do Sul — Foto: Bruno Vinicius/Rede AmazônicaCerca de cinco mil fiéis católicos acompanharam a tradicional procissão pelas ruas de Cruzeiro do Sul — Foto: Bruno Vinicius/Rede AmazônicaA professora aposentada Maria Ione Bezerra, de 56 anos, também participou da Via Sacra e afirmou que essa é uma oportunidade de estar mais perto de Jesus.“A importância é de poder reviver os momentos do sofrimento de Jesus, de estar com ele e nos aproximar cada dia mais para que a gente possa parecer um pouco mais com ele. Cada dia nos aproximando mais da caminhada com Jesus e nos fortalecendo na fé”, afirmou.Colaborou Bruno Vinicius da Rede Amazônica Acre.

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