Um dos prédios que mais guardam a história e a identidade do Acre foi reinaugurado nesta segunda-feira, 23, com a presença do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis. A Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, passou por melhorias e agora o espaço também abriga o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), unindo cultura, identidade e meio ambiente.

Biblioteca da Floresta funciona junto com o IMC partir desta segunda-feira, 23. Foto: José Luiz/Secom

É impossível visitar a Biblioteca da Floresta e não se impressionar com as duas pirâmides que abraçam a instituição. Cobertas de madeira, elas remetem às ocas indígenas e, ao mesmo tempo, às pirâmides egípcias que tanto fascinam a humanidade, homenageando, assim, a tradição amazônica e as bases do conhecimento científico.

Uma das mudanças funcionais da revitalização está no último pavimento da biblioteca. Antes utilizado como anexo da FEM, o espaço passará a abrigar o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC). Para isso, o andar foi adaptado com um conceito aberto e moderno, com divisórias de vidro que garantem ampla visibilidade para o Parque da Maternidade.

O valor total da reforma foi de R$ 4.459.001,53, incluindo repasses federais e recursos próprios, contando ainda com um valor destinado por Mailza Assis, quando ela ainda era senadora. Somente no IMC, foram destinados R$ 350 mil. Assim como o Palácio Rio Branco, o espaço estava desativado desde 2018 e foi e eleita como uma das prioridades do governador para a gestão.

Governador e vice visitaram o espaço que foi entregue ao público. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Ambiente adequado

O governador destacou que o prédio, assim como o Palácio Rio Branco, faz parte da identidade do Acre e reforça o compromisso do Estado com políticas ambientais e de valorização da cultura local.

“Quando falamos em biblioteca, falamos em saúde, educação e aprendizagem. Ao mesmo tempo, estamos cumprindo a promessa de reestruturar toda a administração pública durante o nosso mandato, como previsto no nosso plano de governo. Graças ao trabalho da nossa equipe, da Secretaria de Obras e da Fundação Elias Mansour, estamos conseguindo executar esses investimentos não apenas na capital, mas também no interior”, afirmou.

Foram mais de R$ 4,4 milhões investidos nessa obra. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Camelí ressaltou que a melhoria da infraestrutura pública também beneficia diretamente os servidores. “Para prestar um serviço humanizado, o servidor precisa de um ambiente adequado, com qualidade e condições dignas de trabalho. É isso que temos buscado garantir em todas as secretarias, autarquias e empresas públicas. Estamos recuperando veículos, equipamentos, mobiliário, pagando salários em dia e convocando quem precisa ser convocado para que o Estado continue avançando.”

O governador disse ainda confiar na continuidade desse trabalho. “Não tenho dúvida de que a minha vice-governadora dará sequência a esse esforço, preparando no presente o futuro das nossas autoridades e das nossas crianças.

“Ao comentar a importância simbólica da Biblioteca da Floresta, Camelí lembrou que a revitalização era uma demanda antiga. “Este espaço é parte da nossa identidade. A obra enfrentou entraves burocráticos, mas hoje estamos finalmente entregando o prédio de forma definitiva à população.”

É a primeira vez que o IMC, em 15 anos, tem uma sede própria. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

‘Cultura tem o poder de transformar vidas’, diz Mailza Assis

Ao relembrar suas emendas destinadas a espaços culturais, como o Palácio Rio Branco e agora a Biblioteca da Floresta, a vice-governadora Mailza Assis reforçou que seu compromisso, desde o período em que esteve no Senado, sempre foi o de investir na base, valorizando e impulsionando ações nas áreas de educação, cultura e esporte.

Mailza Assis destaca que sempre acreditou na cultura como motor de transformação social. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A vice-governadora Mailza Assis destacou que a entrega de obras como a revitalização da Biblioteca da Floresta segue uma lógica de prioridades estabelecidas pela gestão. Segundo ela, embora o governo não consiga atender todas as demandas ao mesmo tempo, a escolha por investir em espaços culturais e educacionais reflete seu compromisso histórico com a área social.

“Como sempre estive muito próxima dos municípios, via de perto as necessidades e os pedidos da população. Acredito que fui a única parlamentar a destinar recursos para esta revitalização, justamente por entender a importância de investir na base da nossa educação. A cultura tem o poder de transformar vidas, e por isso fiz questão de apoiar espaços que preservam a nossa história”, afirmou.

Mailza explicou que a emenda destinada à obra teve como foco fortalecer a educação, a cultura e a identidade acreana. “Quando destinei essa emenda, pensei exatamente na nossa base: na educação, na cultura, na nossa história e identidade. E nada mais simbólico do que a Biblioteca da Floresta para representar tudo isso e, ao mesmo tempo, fortalecer a formação das nossas crianças e jovens.”

A vice-governadora ressaltou que outras entregas ainda estão previstas. “Temos muitas obras para entregar nas áreas de cultura, educação, infraestrutura e outros projetos que vão fortalecer ainda mais o trabalho em prol da população.”

Sede própria após 15 anos

A presidente do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Jaksilande Araújo, destacou a importância simbólica e prática da nova sede instalada na Biblioteca da Floresta. Segundo ela, o momento marca uma conquista histórica para o órgão.

“Para nós, é uma alegria muito grande. O IMC nunca teve uma sede própria; sempre funcionou em prédios emprestados ou alugados. Hoje celebramos uma conquista do governo do Estado, por meio do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis”, afirmou.

Jaksilande destaca que esta é a primeira vez que o IMC tem sede própria e como isso valoriza o servidor e público-alvo. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Jaksilande ressaltou que a Biblioteca da Floresta tem forte ligação com a identidade ambiental do Acre, o que reforça o sentido da mudança. “Esse prédio representa exatamente aquilo que vivemos. O IMC é o guardião do Sisa, o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais. Nosso público (agricultores familiares, povos indígenas, extrativistas e ribeirinhos) vai se sentir acolhido quando vier das suas comunidades. É um espaço bonito, aconchegante e que traduz o compromisso do governo com essas populações.”

Ela lembrou ainda que o IMC completou 15 anos recentemente. “O instituto fez 15 anos no dia 20 de outubro do ano passado. Celebramos essa data tanto na COP30 quanto aqui no Acre, homenageando pessoas, nacionais e internacionais, que contribuíram para a criação do Sisa e, consequentemente, do IMC.”

Agora quem visita o IMC vai poder, ao mesmo tenpo, conhecer a história e cultura do Acre. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Melhoria do espaço

O IMC atua como coordenador técnico do Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa) e na articulação de estratégias de mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Também é responsável pela regulação, monitoramento e controle do Sisa, além da atualização de seus programas — como a revisão do mecanismo de repartição de benefícios do REDD+ jurisdicional — e pela busca de certificações de excelência ambiental.

Para o governador Gladson Camelí, a Biblioteca da Floresta representa um dos principais símbolos do protagonismo acreano no compromisso com a preservação, a conservação e a consciência ambiental. Ele destacou que o local também passa a abrigar a nova sede do IMC, fortalecendo o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa), cuja gestão é realizada pelo instituto.

“Para nós, acreanos, a Biblioteca da Floresta representa um dos maiores símbolos do protagonismo do Acre no compromisso com a preservação, a conservação e a consciência ambiental”, disse.

Secretário Ítalo Lopes destaca desafios de obras públicas e enfatiza que é preciso pensar em espaços onde a manutenção seja contínua. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Modernização

O secretário de Estado de Obras, Ítalo Lopes, diz que a entrega reforça o compromisso do governo com a preservação da identidade cultural do Acre e com a melhoria da infraestrutura pública. Além disso, ele enfatiza que o grande desafio é também garantir a manutenção dessas obras que estão sendo inauguradas ou reinauguradas.

“Aqui temos cultura, educação e cuidado com o patrimônio público. Tudo está sendo renovado sem apagar a história acreana, pelo contrário: reconhecendo e valorizando essa história”, afirmou.

Lopes ressaltou que a instalação do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) no prédio também representa uma solução administrativa.

“Quem acompanha de fora não imagina o trabalho que a Fundação Elias Mansour tem para manter todos esses espaços que estamos revitalizando. A ideia do governador foi associar o IMC a este prédio, permitindo que o instituto também contribua com a manutenção e, ao mesmo tempo, tenha um espaço mais adequado para receber missões internacionais, como representantes da União Europeia e do banco alemão KfW. Contar a história do Acre em um ambiente como este é muito mais fácil.”

O secretário destacou ainda que o momento é de modernização da infraestrutura pública. “É um novo momento para o Acre. Aqui tivemos toda a acessibilidade renovada, além de melhorias no sistema de prevenção e combate a incêndio, tudo isso sem perder as características originais do prédio e a identidade regional. No auditório, na oca e no último andar, onde o IMC receberá consultores e parceiros, o visitante terá uma vista privilegiada do Parque da Maternidade ao subir pelo elevador panorâmico. Esse é um diferencial que fortalece o Estado na captação de novos recursos e na melhoria da qualidade de vida da população.”

Governador disse que focou em políticas ambientais e na união da equipe. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Resultados

O governador também agradeceu o trabalho dos servidores dos órgãos ambientais, ressaltando que os avanços alcançados são resultado do esforço coletivo.

“Nesses sete anos em que estou como governador do Acre, muita gente disse que abandonaríamos o meio ambiente, mas o que fizemos foi investir cada vez mais em diversos projetos ambientais e cuidar dos nossos maiores tesouros, que são as vidas humanas e os nossos recursos naturais.”

Ele lembrou que sua gestão conseguiu reduzir, em 2025, em relação a 2024, 75% das queimadas e diminuir o desmatamento ilegal em quase 30%. No acumulado geral, o estado atingiu a meta global de redução do desmatamento para o período de 2023 a 2027, que previa uma diminuição de 50%.

Biblioteca da Floresta é símbolo da identidade e história do estado. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Esses são resultados de uma política ambiental responsável, que tem como principal propósito o bem-estar da nossa população e a preservação dos nossos recursos naturais.”

Por fim, o governador destacou o empenho de toda a equipe governamental, afirmando que apostou em uma gestão coletiva e focada em resultados.

“Para finalizar, quero lembrar que o nosso governo foi o que mais aproximou as políticas de meio ambiente e mudanças climáticas daqueles que vivem e dependem da floresta. Fizemos escutas com a participação de indígenas, ribeirinhos, extrativistas e pequenos agricultores em todas as regionais do estado, sempre com a intenção de ouvir de perto as necessidades daqueles que mais precisam e garantir uma distribuição justa dos recursos captados pelos nossos programas de créditos de carbono”, frisou.

Com salões temáticos, o local será um espaço também para exposições. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Ponto estratégico

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Leonardo das Neves Carvalho, destacou que a nova sede do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), instalada na Biblioteca da Floresta, representa um avanço importante para a gestão ambiental do Acre e funciona de forma estratégica.

“Ter o IMC funcionando ao lado da Biblioteca da Floresta é um ganho enorme. Aqui, vamos receber investidores, parceiros e instituições que querem entender a política ambiental e climática do Acre. É um espaço que representa a identidade do Estado e dialoga diretamente com o trabalho do IMC.”

Ele também ressaltou o valor simbólico do local, pois agora as pessoas podem conhecer um pouco a identidade acreana.“A Biblioteca da Floresta reúne exposições temáticas, conteúdos sobre povos indígenas e sobre o meio ambiente, tudo muito alinhado ao papel do instituto, que é regular os serviços ambientais e buscar mecanismos para captar recursos e reinvestir nas comunidades que cuidam da nossa floresta.”

Carvalho concluiu afirmando que o fortalecimento dos órgãos ambientais beneficia toda a população. “Estamos muito felizes. Essa nova estrutura valoriza as equipes e mostra que o Estado está trabalhando para cuidar das pessoas.”

Mailza Assis afirmou que seu projeto sempre foi pensando em aproximar as pessoas de pilares, como educação, cultura e esporte. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Plano estadual de Cultura

O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, enfatizou a importância da gestão de Gladson e Mailza para a cultura do estado, sendo a primeira vez na história que o Acre passa ser um Plano Estadual de Cultura do Estado do Acre.

O presidente destacou que a entrega da Biblioteca da Floresta representa a devolução de um dos principais símbolos da identidade acreana à população. Segundo ele, o sentimento é de alegria e celebração, especialmente porque o espaço reflete a história e a cultura do Acre e da Amazônia.

“É um símbolo do Acre, um símbolo da Amazônia. A Biblioteca da Floresta conta a história dos nossos povos originários, dos seringueiros, do primeiro e do segundo ciclo da borracha. Temos aqui acervos sobre a fauna e a flora, além de obras de grandes artistas, como Hélio Melo e Leandro Tocantins. É um espaço que acolhe desde as crianças até as pessoas da melhor idade”, afirmou.

Ela explicou que o funcionamento da biblioteca contemplará também os fins de semana. “Aqui é mais do que uma biblioteca. É um espaço de exposições permanentes e rotativas. Por isso, vamos manter o funcionamento também aos finais de semana e feriados, para que as famílias possam visitar. Muitas pessoas trabalham durante a semana e não conseguem vir, então é importante garantir esse acesso ampliado.”

A biblioteca ficará aberta ao público de 7h às 17h todos os dias, inclusive nos fins de semana. O historiador Davi Silva, de 24 anos, visitou a Biblioteca da Floresta pela primeira vez e destacou a importância do espaço para a preservação da memória acreana.

“É a minha primeira visita e achei o espaço incrível. Além de ser um local de estudo, é também um ambiente cultural. As exposições são maravilhosas, especialmente as dedicadas a Hélio Melo e Leandro Tocantins. Para nós, da área de História, é uma grande contribuição, mas também beneficia todas as outras áreas. Achei perfeito”, afirmou.


















































 

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