Parlamentar afirma que enfrentamento ao problema tem que ser um compromisso permanente das autoridades

O combate à violência contra a mulher precisa deixar o campo das homenagens e se tornar prioridade permanente das políticas públicas. A avaliação foi feita pelo senador Alan Rick, nesta terça-feira (10), durante pronunciamento no plenário do Senado, após a aprovação, em regime de urgência, do projeto de lei que cria o Programa Antes que Aconteça. Como o nome indica, o programa busca prevenir a violência e dar assistência às mulheres agredidas.

Aprovado de forma simbólica, o PL 6.674/2025 segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

O posicionamento também ocorre em um momento de alerta no Acre. O estado voltou a aparecer entre as unidades da federação com as maiores taxas de feminicídio do país, reacendendo o debate sobre a eficácia das políticas de proteção às mulheres.

Durante a fala, o parlamentar parabenizou as mulheres presentes, as senadoras e todas as brasileiras pelo Dia Internacional da Mulher e destacou a aprovação de iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Ao mesmo tempo, fez uma reflexão sobre a necessidade de transformar discursos em ações concretas. “O combate à violência contra a mulher não pode se limitar a discursos, flores ou felicitações. Precisa ser um compromisso permanente de quem exerce mandato público”, afirmou.

Segundo o senador, governadores, vice-governadores, prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares e gestores públicos precisam demonstrar, na prática, que não há espaço para tolerância ou relativização quando se trata de violência contra a mulher.

Para Alan Rick, ainda existe muitas vezes uma distância entre o discurso institucional e as atitudes adotadas na vida pública. “Infelizmente, ainda vemos discursos que não caminham na mesma direção das atitudes e das decisões tomadas na vida pública”, disse.

O senador também destacou que os números da violência contra mulheres no Brasil e no Acre continuam alarmantes e exigem respostas mais firmes do poder público. “Os números da violência são alarmantes. Eles exigem mais do que campanhas simbólicas. Exigem coerência, responsabilidade e ações concretas”, concluiu.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado