Colono é vítima de derrubada na zona rural de Xapuri

Uma mulher (não identificada) estaria denunciando que o corpo de um colono que estava realizando uma derrubada na zona rural do município, estaria por cerca de 24 horas no necrotério do hospital a espera do Instituto Médico Legal – IML, para que seja levado para a Capital.

A denuncia é feita por um parente do finado, onde fez um vídeo e enviou para o jornalista Almir Andrade que passou para o jornal oaltoacre, localizado em Brasiléia, cerca de 75km de Xapuri.

O jornal oaltoacre entrou em contato com o Secretário de Segurança do Acre, coronel Paulo Cesar, que se encontra na região do Jordão, para saber se o mesmo já estaria sabendo do caso ficando surpreso e disse que estaria tomando providencias imediatas.

Apurando os fatos

Valdir Silva não resistiu ao ser atingido por um pedaço de madeira onde trabalhava fazendo derrubada – Foto: cedida

O local do ocorrido, foi no Seringal São João de Iracema, Colocação Bordo. Para chegar, são 60km de estrada de chão, mais três horas a pé por dentro da mata até o ponto onde aconteceu o acidente.

Somente no período da tarde, por volta das 16h30, o Corpo de Bombeiros foram avisados que o colono Valdir Silva da Costa Araújo, de 38 anos, que estava trabalhando em uma derrubada,  quando um pedaço de madeira caiu sobre seu corpo, o levado a óbito no local.

Em contato com o inspetor de polícia, Eurico Feitosa, contou que devido a distancia, os socorrista dos bombeiros chegaram por volta das 01h00 da madrugada desta quarta-feira, dia 11. Comentou que os funcionários do IML chegaram na cidade de Xapuri, por volta das 9h00 e levaram o corpo para a Capital.

O caso de corpos vítimas fatais que estão tendo de esperar nos municípios do Alto Acre, já é recorrente. Quatro municípios estão sem o veículo especializado, chamado de ‘rabecão’.

Caso ocorra uma tragédia fatal na região no período da tarde, os corpos ficarão nos hospitais, necrotério, ou, dentro de um saco na carroceria de uma caminhonete à espera do dia seguinte, para ser levado até a capital, por não ter um médico legista de plantão no IML.

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