Jovem morto pela polícia já havia tentado matar o pai e tinha ordens pra executar um militar no interior

O jovem morto em confronto com a Polícia Militar, no último domingo (24), em Marechal Thaumaturgo, foi identificado como Huerdesson Maia, de 19 anos. Nesta quarta-feira (26), a Polícia Militar divulgou a lista de crimes cometidos pelo suspeito mesmo antes dele completar 18 anos.

Maia foi morto quando a PM chegou à sua casa para prendê-lo e ele atirou contra a guarnição. Ele era acusado de uma série de roubos e furtos em, pelo menos, três municípios do Vale do Juruá – Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo.

Além disso, atirou contra o próprio pai e espancou um tio com pedaços de madeira. Ele também era acusado de planejar a morte de um policial, que seria uma exigência para que assumisse o comando de uma facção criminosa em Marechal Thaumaturgo, de acordo com a polícia.

O rapaz era conhecido como Neguinho do Motor por ser acusado se vários furtos de motores de barcos nas comunidades ribeirinhas. Antes de completar 18 anos, ele cumpriu pena na Casa de Medidas Socioeducativas, em Cruzeiro do Sul, por participação em assaltos.

Depois que deixou o centro, ficou por alguns meses em Rodrigues Alves, onde foi alvo de várias denúncias na delegacia por ameaça, tentativa de homicídio e roubos.

Desde o ano passado, Maia estava morando em Marechal Thaumaturgo e, de acordo com a polícia, se preparava para assumir o controle de um grupo criminoso no município. Na delegacia, pelo menos, seis pessoas prestaram queixa contra ele nos últimos meses. Entre as acusações, a polícia descobriu que ele teria tinha planos de executar um policial.

“O que mais nos espantou foi que ele já tinha tentado contra o próprio pai. Ele efetuou um disparo contra o pai, felizmente não atingiu. Tínhamos também informações que ele tinha que matar um policial que seria o batismo para ele migrar de uma facção e assumir o comando de outra”, relatou o assessor de comunicação da Polícia Militar, sargento Adones Souza.

De acordo com a assessoria de comunicação da PM, no momento que os militares chegaram à casa, o pai e outros irmãos estavam deixaram o local temendo se tornarem reféns por Maia. O acusado, ao ver os policiais, entrou em casa e voltou armado.

“Quando ele saiu novamente já veio com uma arma empunhada em direção aos policiais. Diante da eminência de perigo, os policiais efetuaram um único disparo”, alega o sargento.

O tiro acertou o peito esquerdo de Maia. Ainda segundo a polícia, os familiares decidiram fazer a sepultamento na própria comunidade no mesmo dia da ocorrência. Uma escopeta e vários cartuchos que estavam em posse do acusado foram apreendidos.

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